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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

EU e o NÓS - Pe. Zezinho Scj

É incrível como o poder das palavras tocam o coração. Principalmente quando vem de alguém coerente, que zela pela essência da fé embasada com ciência. Numa noite da cidade paraibana Campina Grande, Padre Zezinho realizou um show em comemoração aos seus 45 anos de canção. Por considerar valorosa, transcrevi um trecho de sua fala, pois nos alerta como trilhar o caminho da verdadeira paz. Se muitos tivessem sapiência assim, a humanidade seria bem melhor. Ele fala desse jeito:

Pe. Zezinho: O Senhor esteja com vocês!
Público: Ele está no meio de nós.
Pe. Zezinho: vocês têm certeza?
Público: temos!
Pe. Zezinho: Será que não está só lá fora?
Público: não!
Pe. Zezinho: Ele veio junto?
Público: veio!
Pe. Zezinho: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome"... ?
Público: ...lá eu estarei!
Pe. Zezinho: que Aquele que está entre nós, que se fez shekinah, que se fez presença onde quer que haja um coração fraterno nos guias da noite. Eu desejo a vocês um bom show.

Pe. Zezinho: 
Eu vou me basear em 4 livros para esta noite.
Primeiro: A encíclica Caritas in Veritate – a caridade não fingida. A caridade dentro da verdade. Do Papa. Acabou de sair.
O outro será o livro “Sal da terra”, que são catequeses do Papa Bento XVI.
O outro é Dio e il Mondo – Deus e o Mundo - é a continuação dessas catequeses.
E um dos outros livros que eu vou usar é de Carl Sangel - um ateu muito gentil, muito verdadeiro e que me ensinou muito a procurar Deus com suas perguntas. Ele foi um dos consultores da NASA e o último livro dele chamava-se “Bilhões e Bilhões”. Astrônomo. Foi este homem que me abriu os olhos para uma cosmologia cristã, mesmo sendo ele ateu.
Portanto, esta noite eu falarei de temas de um ateu e de um Papa. Para que nós católicos aprendamos a abrir nossos olhos e ouvir os outros. Nosso eu é muito pequeno. Se formos falar só de nós, não vamos muito longe. Porque nosso eu, por mais megalomaníaco que seja, é pequeno. A grande palavra é “Nós”. Nós humanidade. Nós, Brasil. Nós, Paraíba. Nós, Campina Grande. Nós, família. Nós, marido e mulher. Nós, pais e filhos.
A palavra Eu, toda vez que é usada com egoísmo fica menor ainda. E onde há Eu demais, há Deus de menos. Onde há Eu pequeno, a noção de Deus cresce.
Esta noite eu quero falar do nosso pequenino Eu, que é um no meio de quase 7 bilhões de seres humanos. Essa noite eu quero falar do nosso Eu que se transforma num grande NÓS. Por isso que os católicos, na missa, quando o padre diz: o senhor esteja com vocês, não respondem "Ele está dentro de mim". Nós respondemos: Ele está no meio de nós. Esta noite, imagine esta cidade aqui ao fundo, com uma grande palavra: Nós. Eu não sou mais importante do que Nós. Porque Eu vim de dois erros que formaram um Nós. Nós família. Participo de uma família onde há 5 ou 6 pessoas formando Nós e todo egoísmo é perigoso. Se alguém, portanto, quiser construir a paz vai ter que sair de si, porque se não nunca será esposa, nem marido, nem pai, nem mãe. Esta noite o show vai chamar-se "Graça armazenada". E a primeira canção: Quis a Tua paz.



Quis a Tua paz pra mim
Mas a paz que eu te pedi não vinha
Quis o Teu milagre para mim
E o milagre que eu pedi não vinha
Quis a paz pro meu irmão
Perdoei e fui pedi perdão
Fiz reparação pelos males que eu lhe fiz
Quis meu povo mais feliz

Tão feliz ou mais feliz do que eu
E, então, a Tua paz aconteceu

E agora eu digo que valeu ter fé
E esperar
Pra descobrir que a tua paz
Está ligada ao verbo amar.




Ps: Se todos tivessem amor assim, a humanidade seria bem melhor.

Coração - segundo José Saramago.



"Se tens um coração de ferro, bom proveito. 
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."

José Saramago

sábado, 11 de agosto de 2012

Simplicidade - segundo Mário Quintana


"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade." (Mário Quintana)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Simplicidade - segundo Martha Medeiros

Acho graça o modo simples como a jornalista e escritora Martha Medeiros enxerga a vida. Outra vez, publiquei um de seus textos sobre a "Elegância do Comportamento". Repercutiu positivamente entre o meu ciclo de amizade, devo confessar. Por estarmos numa sociedade cada vez mais midiática, bombardeados de informações, os ditos e não ditos nos ofuscam a descobrir o essencial. É por isso que compartilho esse sóbrio pensamento. Vale a pena ler!






"Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere... 

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. 

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. 

Prazer faz muito bem. 
Dormir me deixa 0 km. 
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. 
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. 
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. 
Brigar me provoca arritmia cardíaca. 
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me 
embrulha o estômago. 
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. 
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem! 
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, 
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. 
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! 
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! 
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. 
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! 
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! 
Conversa é melhor do que piada. 
Exercício é melhor do que cirurgia. 
Humor é melhor do que rancor. 
Amigos são melhores do que gente influente. 
Economia é melhor do que dívida. 
Pergunta é melhor do que dúvida. 
Sonhar é melhor do que nada! "

domingo, 5 de agosto de 2012

Graça da Gratidão

A gratidão é o melhor remédio pra curar a dúvida do que é bem viver.  
Meus padrinhos sentados, acompanhados de sobrinhos
Hoje pude experimentar o poder do encontro com o reencontrar, que é ainda melhor. 
Este fim de semana reencontrei familiares, que não via há tempos, na festa de aniversário da minha madrinha de batismo. 
O caminho para chegar ao local da comemoração foi interessante. Notei e comentei algo nunca antes feito: pela primeira vez, assumi a direção do automóvel com a presença da minha mãe, pai, irmã e primo. Confesso que pairou um sentimento de total responsabilidade e alegria. Ao chegar, esse encontro natalício veio acompanhado da saudade. Saudade da infância, saudade da juventude, saudade dos que passaram pela minha vida e que, infelizmente, não estão mais presentes. Já pela noite do mesmo dia, revi amigos de infância. O encontro foi no lar de uma de adorável pessoa que, somados a outras, fizeram do jantar uma solene descontração. 
Encontro de novos e velhos amigos
Pra mim, é um misto de nostalgia, saudade e reflexão. Nostalgia pelo encontro, saudade pelo desencontro e reflexão de como tudo passa num instante. A vida é feita de escolhas e somos reféns das consequências de cada escolha. Poderia encontrar motivos para reclamar, mas prefiro a graça da gratidão junto ao Criador de todas coisas. 
Bom... o tempo já passou e nem sequer notou que, a essa altura, o seu tempo por mim é grato e já acaba de ser preenchido com sua leitura.  


domingo, 29 de julho de 2012

A VOZ DA ALMA - segundo Fernando Pessoa

Incrível como Fernando Pessoa traduz fácil o difícil agir.














É fácil trocar as palavras, 
Difícil é interpretar os silêncios! 
É fácil caminhar lado a lado, 
Difícil é saber como se encontrar! 
É fácil beijar o rosto, 
Difícil é chegar ao coração! 
É fácil apertar as mãos, 
Difícil é reter o calor! 
É fácil sentir o amor, 
Difícil é conter sua torrente! 

Como é por dentro outra pessoa? 
Quem é que o saberá sonhar? 
A alma de outrem é outro universo 
Com que não há comunicação possível, 
Com que não há verdadeiro entendimento. 

Nada sabemos da alma 
Senão da nossa; 
As dos outros são olhares, 
São gestos, são palavras, 
Com a suposição 
De qualquer semelhança no fundo." 

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Encontro com José Hamilton Ribeiro


José Hamilton Ribeiro entre André Lossio e Simone Alauk

Em primeira pessoa, eu e minha amiga Simone Alauk contaremos sobre a recompensa por entrevistar nossa maior fonte de uma reportagem sobre a Revista Realidade: no caso, o jornalista José Hamilton Ribeiro. Uma entrevista que seria em nosso carro, durante um percurso de meia hora do bairro da Aclimação até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, acabou durando três horas em um restaurante do próprio aeroporto. Tudo porque o voo, programado para as 13h30, havia sido adiado para um horário noturno. 
Autor de diversos livros como o "Jornalistas, 37/97", que retratou os 60 anos do Sindicatos dos Jornalistas de São Paulo, José Hamilton foi muito atencioso conosco. De toda a formação que tivemos em jornalismo, aqueles instantes com ele foram de grande aprendizado profissional. Ele contou sobre momentos bons e maus da vida, principalmente sobre a cobertura que fez na guerra do Vietnã para a "Realidade", que lhe custou a perda de uma perna ao pisar em uma mina explosiva. Disse que após o acidente teve um tempo que não queria falar sobre o triste episódio para não ficar remoendo, pois queria superar o trauma. Comentou que tinha consciência da fama de 15 dias pela situação de risco, mas que não queria ser conhecido apenas por esse acidente de trabalho.

Reconhecido em diversos prêmios por seus trabalhos jornalísticos, Hamilton diz que a profissão de repórter tem seus riscos, tanto em um morro de uma favela, quanto em uma guerra do Vietnã. Ele enumera os motivos que levam o jornalista para obter a notícia em situações adversas: vaidade, espírito de aventura, ambição profissional e uma "pitada de falta de juízo". E ainda complementa que, para ser jornalista, é preciso ter vocação, acreditar que o exercício da profissão traz sentido histórico onde o fato acontece. Que a verdadeira função do jornalismo é vencer tiranias e o preconceito, denunciar, compreender complexos sociais em uma sociedade livre. E ressaltou que é o jornalismo quem geralmente denuncia antes de qualquer outra instituição.

Para ele, a Revista Realidade foi fruto de circunstâncias acontecidas na década de 1960 como, por exemplo, a pílula anticoncepcional, os Beatles, a valorização da sexualidade. Segundo ele, era um mundo de criatividades, crescente busca por questões existenciais que rompiam os tabus. Uma outra circunstância marcante foi a da ditadura militar. Zé Hamilton, como é mais conhecido, relata uma frase de seu amigo de trabalho 'Robert', ou seja, o então presidente da Editora Abril, Roberto Civitta: "nunca trabalhei numa equipe criativa como aquela", comenta.

Foi tão boa a conversa no restaurante que constatamos o motivo dele ser considerado "príncipe do jornalismo", por seu histórico profissional de coragem como repórter. Agradecidos pelo tempo que nos concedeu para a entrevista, nos despedimos do "Zé" Hamilton e nos dirigimos ao caixa do estacionamento do aeroporto. Só que, na saída, nos deparamos novamente com ele e o auxiliamos para colocar suas malas no ônibus da companhia aérea que o levaria até o aeroporto de Congonhas, a fim de concluir o voo com destino à Uberaba, cidade do Triâgulo Mineiro.     

sábado, 16 de junho de 2012

Dona Aicê e a generosidade do meu primeiro banho



Outra vez, ao fazer uma reportagem sobre a extinta revista Realidade, o meu entrevistado, o fotojornalista Walter Firmo, instigou-me a fazer algo nunca antes feito: conhecer minha cidade de nascimento. Tudo porque, ao fim da entrevista, o escutei dizer que no dia seguinte estava indo a trabalho à Juazeiro do Norte, localizada no extremo sul do estado do Ceará. Ele ficou surpreso quando revelei não conhecer o lugar onde nasci e por ter vindo a São Paulo, no colo de minha mãe, sem registro, com apenas um mês de vida. Seu alerta foi convincente quando me disse: "um jornalista não pode contar histórias sem conhecer a origem da sua."

Ao visitar, o conselho do fotojornalista tinha razão: viver sem conhecer o passado é andar no escuro. Regressar com minha mãe ao lugar onde nasci fez clarear e costurar a linha do tempo da minha vida. Bares, restaurantes, balneários, bons encontros e colher depoimentos de pessoas que testemunharam meu nascimento é precioso para entender a minha própria história. 

De tudo o que aconteceu, durante minha estadia no sul do Ceará, conhecer a pessoa que me deu o primeiro banho foi emocionante, extremamente significativo. Essa personagem é a barbalhense, Maria Aicê da Silva Pereira, mais conhecida como "Dona Aicê", uma senhora de 75 anos com certas debilidades de saúde. Soube que ela estava ansiosa para reencontrar o frágil bebezinho que havia banhado há 31 anos. Dona Aicê me contou que depositou na banheira uma aliança de ouro, no intuito de desejar prosperidade. Confesso que a palavra mais precisa nesse encontro foi GRATIDÃO. O olhar de felicidade, por eu estar ao seu lado, me fez enxergar que a vida ainda se perpetua, quando é feita de generosidade. Fascínio pra mim.


‎"A gratidão, com certeza, é uma virtude do céu." Padre Cícero Romão Batista

Nove dias em Barbalha- CE


Barbalha, cidade onde fiquei hospedado durante 9 (nove) dias, faz parte do polo de desenvolvimento da região metropolitana do Cariri, Estado do Ceará.
Situada em uma estância hidromineral com mais de 30 fontes de águas naturais, a cidade é conhecida pelo investimento em saúde e pela famosa festa cultural do Pau da Bandeira.
Dentre as cidades brasileiras, Barbalha está entre as quatro cidades escolhidas pelo CapaCidades - Projeto piloto que surgiu do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Esse projeto da ONU visa fortalecer as capacidades locais da sociedade civil, da gestão pública e do setor privado para promover uma gestão integrada em quatro olhares: governança (participação e comunicação social); intersetorialidade (circulação de soluções); gestão por resultado (alinhamento de percepções); e atuação em redes multiníveis (local, regional, nacional e internacional).
Barbalha decidiu, em primeiro lugar, consolidar a cidade como pólo de turismo cultural, ambiental e histórico. Para tal, planeja ações de capacitação de guias turísticos e de qualificação de profissionais da hotelaria e serviços turísticos, oficinas de artesanato e cordel, entre outras. A elaboração de projetos sociais, junto à capacitação de recursos, foi destacada como fortalecimento institucional necessário para o desenvolvimento  regional. A revisão do plano diretor foi considerada uma ação transversal a todas as demais previstas.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Festa de Santo Antonio - segundo Luíz Gonzaga


Igreja Nossa Senhora do Rosário - Barbalha-CE


A festa de Santo Antônio
Em Barbalha é de primeira
A cidade toda corre
Pra ver o pau da bandeira } bis
Olha quanta alegria, que beleza
A multidão faz fileira, hoje é dia
Vamos buscar o pau da bandeira
Todo mundo vai a pé
A cachaça na carroça
Só num bebe quem num quer
Só se houve o comentário
Lá na igreja do Rosário
Que a moça pra ser feliz
Reza-se lá na matriz
Meu Santo Antonio casamenteiro
Meu padroeiro, esperei o ano inteiro} bis

Nostalgia no sul do Ceará

Fascinante é conhecer e reconhecer suas próprias origens. 

Nasci na cidade de Juazeiro do Norte, região sul do estado do Ceará. Com apenas um mês de idade, fui levado por minha mãe para ser criado na cidade de São Paulo. Na "terra da garoa" fui registrado, batizado, formado, levando a vida como paulistano. Mas, em minhas documentações, não tinha como negar a origem Cearense.   
Em meio aos desafios, passaram-se três décadas para que, hoje, eu pudesse reconhecer e dizer que estou em nostalgia, pois estou de volta à minha cidade de nascimento e, a cada dia, entendo melhor a minha história. 

‎"A gratidão, com certeza, é uma virtude do céu." Padre Cícero Romão Batista



Chapada do Araripe - Crato CE



Rodovia  Estadual Barbalha-Crato - CE 386 - Crato
Eu e minha guerreira mãe no Balneáro do Caldas - Barbalha CE

Monumento dedicado ao Padre Cícero Romão Batista - Fundador da cidade de Juazeiro do Norte CE
Obra inaugurada em 1º de novembro de 1969


segunda-feira, 28 de maio de 2012

PENTECOSTES NA CATEDRAL DE SÃO MIGUEL

Como em Pentecostes, a Igreja hoje se recolhe com a Virgem Maria para rezar: “Veni Sancte Spiritus! – Vem, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor!”  (Papa Bento XVI)



Em sintonia com a homilia do Sumo Pontífice, a Catedral de São Miguel Arcanjo realizou a celebração eucarística muito especial e memorável neste domingo (27). Quem participou da grande assembléia, foi agraciado com o entusiasmo e espiritualidade do pároco, Padre Geraldo Antônio Rodrigues, e do vigário, Padre Paulo Henrique Prates. Fechando o tempo pascal, a missa de Pentecostes foi de cura e libertação e grande devoção mariana, com a coroação da imagem de Nossa Senhora. 
Acompanhada da musicalidade do Coral São Miguel Arcanjo e equipe de canto, o povo de Deus, sem dúvidas, fez do dia do Senhor uma grande "festa da união, da compreensão e da comunhão humana", como define o Papa.  E essa festa ficou maior com a participação dos membros da Renovação Carismática, das Irmandades do Santíssimo Sacramento, da vinda dos fiéis das comunidades Nossa Senhora Aparecida, Desatadora dos Nós, Imaculada Conceição, São Judas Tadeu, São Vicente de Paulo e Bom Pastor. 
De acordo com o Pe. Geraldo, esse encontro eucarístico pode ser considerado não apenas como uma missa, mas como "missão". 



terça-feira, 22 de maio de 2012

Release - Doc. Luther Blissett



Documentário Luther Blissett revela a cultura nos extremos de São Paulo

Qualquer um pode ser Luther Blissett, basta adotar o nome Luther Blissett!

Os jornalistas bacharéis em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo do ano de 2011 da Universidade Cruzeiro do Sul, produziram uma pesquisa que aborda a cultura da periferia através do documentário Luther Blissett – Cultura nos Extremos de São Paulo.

O documentário retrata o cotidiano de pessoas atuantes na produção cultural nos extremos geográficos paulistanos e mostra um olhar da cultura na cidade. O que é Luther Blissett? Essa pergunta impulsionou a elaboração da pesquisa acadêmica como trabalho de conclusão de curso.

Luther Blissett, considerado um dos exemplos de ligação da nova mídia, arte, política radical e teoria crítica, que utiliza uma mídia de impacto com finalidade de criar um produto, uma mercadoria sem valor material, um mito comum em todas as comunidades. O movimento, iniciado na Europa em 1994, chamado de Luther Blissett Project, deu a centenas de operadores culturais um pseudônimo, um condinome multi-usuário. Essa identidade passou a ser reconhecida como pertencente a um ativista cultural, um herói popular, e a eles foram atribuídos à autoria de livros, CDS, peças de teatro entre outras manifestações.

Luther Blissett é a voz do povo. Luther Blissett é poeta. Luther Blissett é manifestação. Luther Blissett é visionário. Luther Blissett é todo mundo. O que é cultura? Luther Blissett encontra o cenário cultural que nasce nos extremos da cidade de São Paulo. O documentário rendeu aos jornalistas a oportunidade de compor o I Encontro Paulista dos Pesquisadores da Cultura - USP/ EACH – Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo.

Dentre as principais instituições de ensino do País, a Universidade Cruzeiro do Sul foi uma das poucas instituições de ensino privado representada pelo documentário no encontro. Com a orientação do Prof. Ms. Carlos Monteiro, Luther Blissett é resultado dos esforços de André Lossio (reportagem), Simone Alauk (direção geral), Diego Queiroz (pesquisa), Cayan Fontoura (edição de texto) e Alice Furlanetti (assistência de arte).

Assista o trailer: 




Duração total: 24 minutos
Clássificação: Livre
Gênero: Documentário
Ano de Produção: 2011

Redação polêmica da Fuvest: "fora rodas fora PM"

Achei interessante e quero partilhar a matéria publicada no site do UOL Vestibular por causa de uma redação da Fuvest 2012 que causou polêmica e constrangimento na Universidade de São Paulo (USP), principalmente por ser considerada 'modelo', porém com uma mensagem subliminar não muito agradável para a instituição. O texto do vestibulando, cujo nome não foi divulgado, deu o que falar. Nele destaca algumas letras em negrito, pedindo a saída do reitor da universidade, João Grandino Rodas, que em meados de novembro do ano passado autorizou a presença da Polícia Militar (PM) no campus, provocando confusão e prisão de mais de 70 alunos pela ocupação do prédio da reitoria, sendo que 3 foram detidos por consumirem maconha no local. Na época, a PM executou a reintegração de posse e que atualmente permanece na região. Devido a esse episódio acontecido no ano  passado, talvez seja o motivo do autor da redação formar a mensagem subliminar "Fora rodas fora PM".   

Leia:
  



sábado, 19 de maio de 2012

TEM DIAS QUE...


Tem dias que sou compelido por um ideal
Tem dias que sou revestido por paz crucial
Tem dias que sou envolvido com som celestial
Tem dias que sou comovido por ser cordial

Tem dias que descrevo o mundo em um cafundó
Tem dias que decifro a vida num instante só
Tem dias que reviro espaços repletos de pó
Tem dias que some o medo com o seu xodó

Tem dias que faço do tempo a reviravolta
Tem dias que ouço lamento que jamais revolta
Tem dias que o consentimento basta sua volta
Tem dias que o pressentimento faz a minha escolta

Tem dias que tais dias não são dias
Tem dias que nas noites são vãs noites
Tem dias que a alegria contagia
Tem dias que o açoite faz pernoites.  


André Lossio

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Não importa o idioma

Bon jour! Good morning! 良い一日を!Buenos dias! יום טוב! Buon giorno! Guten tag! 
Seja qual for o idioma, o mais importante é que seja BOM o seu DIA!

sábado, 12 de maio de 2012

Lugar do coral ou grupo de canto - Ir. Miria T. Kolling


Muitos me perguntam sobre o local mais adequado para o coral ou grupo de cantores, no espaço celebrativo. Primeiro, é bom lembrar que o grupo coral não foi abolido pelo Concílio Vaticano II, mas ele tem uma função ministerial muito importante: sustentar, animar e apoiar o canto da assembléia, enriquecer o canto do povo, favorecendo a participação ativa dos fiéis. 

A este respeito nos diz o Estudo da CNBB nº 79 “A música litúrgica no Brasil”, em seu nº 258: “Para poder exercer sua função ministerial junto à assembléia, o coral se poste de tal forma, que fique próximo aos fiéis na nave, à frente, entre o presbitério e a assembléia (à direita ou à esquerda), sem impedir a visão do povo, e não longe do(s) instrumento(s) de acompanhamento.” Portanto, o lugar mais adequado não é no fundo da igreja, acima e atrás da assembléia, no chamado “coro”, como acontecia antes do Concílio, mas entre o povo e o altar, sem nunca dar as costas para o mesmo. Isto, porque o grupo dos cantores e instrumentistas, antes de serem ministros, são parte da assembléia, formam o povo de Deus, e devem estar localizados de tal forma que lhes facilite a participação plena, sacramental, ficando claramente visível que constituem a comunidade dos fiéis, mas com uma função particular. 

Sobre o assunto fala com muita propriedade Mauro Serrano Díaz, no livro “Manual de Liturgia II” (CELAM – Paulus, 2005), à pág. 292 e seguintes: “Para a assembléia, não é edificante um coro que não escute a Palavra, não se una a ela na oração e no sacramento, dedicando-se apenas à sua arte.” E ainda: “O coral nunca deve suplantar a assembléia: as respostas ao salmo, a aclamação-hino do “Santo”, as diversas aclamações da Liturgia da Palavra e da Liturgia Eucarística são patrimônio da assembléia.... O coral não é um grupo “vedete”: sua grandeza está no trabalho paciente da formação musical e litúrgica do grupo, assim como na participação assídua na celebração da comunidade.” 

Vale a pena citar ainda Julián López Martín, que completa em seu livro “A Liturgia da Igreja” (Edições Paulinas, 2006): “A participação da assembléia no canto é um direito e um dever que não pode ser suplantado por um coral, uma vez que este tem também sua própria função na celebração, a serviço de toda a assembléia.” Nem o grupo deve abafar a voz do povo, nem os instrumentos suplantar a voz do grupo e da assembléia! “Confundindo ministério com palco” é um interessante artigo de Carlos Sider que guardo e agora me vem à lembrança. Confirma ele o que outros autores e documentos da Igreja falam sobre o assunto. O desafio é não se tornar igreja da moda, grupo musical, cantor ou banda da moda, que toca e canta para atrair multidões, muitas vezes mesmo sem a vivência da fé. 

O cuidado é não chamar a atenção sobre si, tornar-se o centro, sob holofotes e luzes, dando espetáculo ou show, disputando o espaço com o altar, pois não é aos ministérios em si que Deus dá importância, mas ao coração humilde do ministro, que aprende a servir os irmãos aos pés da cruz. “Os frutos do palco são passageiros. Os frutos do verdadeiro ministério são eternos”, conclui o autor. 


Portanto, o grupo dos cantores ou coral faz parte da assembléia dos fiéis, desempenhando porém um ministério litúrgico particular, um serviço especial, o que deve ficar claro, pela sua disposição na igreja e pela atitude e postura dos cantores, formando unidade com o povo e favorecendo a participação e comunhão de todos. Também os instrumentos sejam colocados de tal forma que possam sustentar o canto da comunidade, sendo facilmente vistos e ouvidos. Feliz o grupo de canto que ajuda a comunidade a rezar quando canta!

Ir. Miria T. Kolling

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Direção Espiritual - Pe. Fábio de Melo (02/01/2012)

Comunicólogo que sou, procuro estar atento com as palavras. No dia 2 de janeiro, ao zapear os canais do meu televisor, fiquei fascinado com o programa Direção Espiritual da TV Canção Nova. Decidi, então, transcrever o discurso do Pe. Fábio de Melo, transmitido no começo desse ano. Deixei guardadas, mas agora quero partilhar as palavras que foram ditas por ele, pois elas ecoam em mim e acredito que também possam ecoar em você. Leia:

"O essencial e o empenho são coisas que me instigam para o ano de 2012. A medida que a revelação de Deus acontece em minha vida, através do meu olhar e circunstâncias, enxergo que Deus ama a humanidade...
Qual deve ser a nossa nova postura para os dias de hoje?
Analisar o contexto da minha vida.
Não devemos interpretar ao pé da letra as escrituras bíblicas. A hermenêutica é a ciência da interpretação e possibilita uma visão com mais honestidade e um olhar para o passado, amparado com as convicções de hoje. Ser justo e mais solidário, a partir de mim. Somos os depositários do tesouro sagrado da salvação. Olhar para o passado com as luzes que tem hoje, com a maturidade. Nossa análise deve ser mais honesta. Pensar que a manifestação de Deus não alcançou o ponto mais alto.



Olhar para o passado e reconhecer que Deus dá um significado... contextualizado numa época. Jesus nos dá uma nova oportunidade.
Somos transição, passagem. As coisas antigas que precisaram passar em mim e ver as novidades que podem trazer em mim. Descobrir o que em mim é frágil. 
Transição: Processo de ser ou não ser. Paradigmas que preciso superar, avançar. O que eu posso fazer para poder ir mais longe? Instigante: minhas misérias. Ter um caminho iluminado. Ter a possibilidade de transição. Refletir a vida das pessoas em minha vida."

terça-feira, 8 de maio de 2012

Mãe Forte

#mãeforte

Tantas vezes foi ela os meus braços
Deu exemplo, firmou os meus passos
Teu olhar está voltado pra mim

Se meu choro apelou acalanto
Mãe, teu colo despertou meu encanto
Teu carinho é jasmim, é jardim

Na labuta, a fadiga escondida
Dá lugar ao vigor da alegria
Minha mãe é meu solo fecundo
Mãe é forte pra vida, pro mundo. 

André Lossio


quinta-feira, 3 de maio de 2012

A vontade de estar junto

Nessa quarta-feira, 03, o dia está eternizado e agraciado por ter  a presença de dois amigos, Érika Simão e Maycon Henrique Ferreira Neto, no qual ambos têm singularidade pelas estradas da minha vida. Inesquecível, posso definir. Nada foi programado. A vontade de estar junto é o que fez roteiro desse encontro, num lugar tipicamente urbano: um shopping center. Comida oriental, parque de diversão, cinema, pipoca e refrigerante foram alguns dos ingredientes acrescentados nesse encontro. Aproprio-me do trecho de uma das poesias do grande chileno do século XX, Pablo Neruda:

"É proibido ter medo da vida e de seus compromissos, 
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro. 

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar" (Pablo Neruda)    



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Detentor de escolhas

Estou num tempo em que, cada vez mais, enxergo o quanto sou detentor de escolhas. Escolher receber um sorriso demanda a esperança e o meu gesto de sorrir. Escolher o caminho do bem querer demanda querer bem aos que passam pelo meu caminho. Escolher a música como meio de chegar aos que precisam da minha voz demanda o ar para ressoar na alma, no coração. Escolher o perdão ao outro demanda reconhecer minha própria limitação.
As palavras têm poder, mas o gestos são supremos.



segunda-feira, 23 de abril de 2012

DAQUI DE DENTRO - Mente, Olho, Coração

Para quem aprecia a cidade de São Paulo, fica o convite para a exposição fotográfica DAQUI DE DENTRO! 
De 6 a 11 de maio, das 10h às 16h, na Capela São Miguel Arcanjo.  


terça-feira, 10 de abril de 2012

28ª Caminhada da Ressurreição

"A porta da fé está sempre aberta para nós... quando a palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. (Papa Bento XVI - Carta Apostólica sob forma de MOTTU PROPRIO PORTA FIDEI p.3) 

Mais uma vez, estive a frente da animação da 28ª Caminhada da Ressurreição com o Pe. Paulo Henrique Prates, que aconteceu no anoitecer do dia 7 (sábado) ao alvorecer do dia 8 de abril (domingo). A concentração, que começou às 22:30h ao lado da igreja Nossa Senhora da Penha, contou com uma novidade: músicas religiosas tocadas ao som da bateria da escola de samba Unidos de São Miguel, em conjunto com a BNEL - Banda Nova Expressão de Louvor - que, após a benção do bispo diocesano Dom Manuel Parrado Carral, a banda partiu no trio elétrico no primeiro trecho da Caminhada. O restante do percurso foi assumido pelas bandas Sol Nascente e Noah, completando os 13 quilômetros existentes entre o bairro da Penha e São Miguel.
A Caminhada é promovida pela Diocese de São Miguel Pta. e faz parte do calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo - lei 14565 23/04/2007. Mais uma vez, ela é sucesso porque tem o objetivo de anunciar a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e propõe à juventude, pela força sobrenatural e pela vivência dos valores cristãos, uma vida nova sem vícios, sem pecados, sem alienação, sem ferir a vida humana e o meio ambiente.

foto: Simone Alauk
Foto: Simone Alauk

Gratidão

São 11 anos a frente dessa grande celebração e gradeço imensamente a Cristo Ressuscitado pela bondade em me conceder pessoas que acreditam e contribuem com o meu trabalho, como os meus irmãos da equipe de coordenação da Caminhada da Ressurreição. É revigorante saber que não estou sozinho nessa missão. O segredo disso tudo está na união, na soma do melhor de cada um.

Foto: Simone Alauk
Foto: Simone Alauk

terça-feira, 3 de abril de 2012

A PORTA DA FÉ


"A PORTA DA FÉ está sempre aberta para nós... quando a palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma..." (Bento XVI - Carta Apostólica Porta Fidei)