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terça-feira, 10 de abril de 2012

28ª Caminhada da Ressurreição

"A porta da fé está sempre aberta para nós... quando a palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. (Papa Bento XVI - Carta Apostólica sob forma de MOTTU PROPRIO PORTA FIDEI p.3) 

Mais uma vez, estive a frente da animação da 28ª Caminhada da Ressurreição com o Pe. Paulo Henrique Prates, que aconteceu no anoitecer do dia 7 (sábado) ao alvorecer do dia 8 de abril (domingo). A concentração, que começou às 22:30h ao lado da igreja Nossa Senhora da Penha, contou com uma novidade: músicas religiosas tocadas ao som da bateria da escola de samba Unidos de São Miguel, em conjunto com a BNEL - Banda Nova Expressão de Louvor - que, após a benção do bispo diocesano Dom Manuel Parrado Carral, a banda partiu no trio elétrico no primeiro trecho da Caminhada. O restante do percurso foi assumido pelas bandas Sol Nascente e Noah, completando os 13 quilômetros existentes entre o bairro da Penha e São Miguel.
A Caminhada é promovida pela Diocese de São Miguel Pta. e faz parte do calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo - lei 14565 23/04/2007. Mais uma vez, ela é sucesso porque tem o objetivo de anunciar a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e propõe à juventude, pela força sobrenatural e pela vivência dos valores cristãos, uma vida nova sem vícios, sem pecados, sem alienação, sem ferir a vida humana e o meio ambiente.

foto: Simone Alauk
Foto: Simone Alauk

Gratidão

São 11 anos a frente dessa grande celebração e gradeço imensamente a Cristo Ressuscitado pela bondade em me conceder pessoas que acreditam e contribuem com o meu trabalho, como os meus irmãos da equipe de coordenação da Caminhada da Ressurreição. É revigorante saber que não estou sozinho nessa missão. O segredo disso tudo está na união, na soma do melhor de cada um.

Foto: Simone Alauk
Foto: Simone Alauk

terça-feira, 3 de abril de 2012

A PORTA DA FÉ


"A PORTA DA FÉ está sempre aberta para nós... quando a palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma..." (Bento XVI - Carta Apostólica Porta Fidei)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Homenagem a Millôr Fernandes


Lembro-me do primeiro ano do curso de jornalismo em que a professora de língua portuguesa pediu para que cada grupo estudasse um cronista brasileiro e apresentasse suas obras em sala de aula. Dentre vários, escolhi para o meu grupo Millôr Fernandes. Percebemos que ele não se resumia apenas como cronista. Cada vez que eu vasculhava suas publicações, descobria sua facilidade em brincar com as palavras e desenhos, principalmente ao retratar o cotidiano da sociedade brasileira e seu mundo político com singular senso de humor. Millôr, como é mais conhecido, está consagrado como um dos principais personagens da imprensa e literatura brasileira no século XX. Ele soube, como ninguém, retratar com atenta criticidade as diversas situações do Brasil e do mundo. Fascinado pelo vasto conteúdo, cada membro do grupo estampou, em uma camiseta, a frase na qual se identificasse mais. Devidamente vestido como os demais colegas, expus uma de suas frases críticas à realidade: "O Brasil está cada vez mais cheio de POBREMAS". Faz 4 anos e ainda tenho guardada a camiseta estampada com essas palavras do Millôr.
Como tantos apreciadores, presto minha homenagem a esse grande dramaturgo, desenhista, humorista, roteirista, tradutor e poeta brasileiro que nos deu um sábio ensinamento: Viver é desenhar sem borracha.

Millôr Fernandes  
(Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1923 — Rio de Janeiro, 27 de março de 2012)

terça-feira, 13 de março de 2012

Esperança



A vida é feita de escolhas e estou disponível a novas possibilidades profissionais. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Jingle da 28ª Caminhada da Ressurreição

Por causa da linguagem e força de mobilização das redes sociais,"Siga e compartilhe o Cristo Ressuscitado. Tá ligado?" é o tema da 28ª Caminhada da Ressurreição, que acontecerá no dia 7 de abril, com concentração às 23:00h, na Basílica Nossa Senhora da Penha, bairro da Penha, zona leste da cidade de São Paulo. A saída é anunciada pelo bispo da diocese, Dom Manuel Parrado Carral, segue rumo ao bairro de São Miguel Paulista, cujo o percurso é de 13 quilômetros animados pelas bandas que tocam nos trios elétricos.

Segundo a organização do evento, trata-se da maior manifestação de páscoa cristã do País. Das edições anteriores, os números apontam mais de 80 mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar. Como lei municipal, a Caminhada faz parte do calendário oficial de eventos turísticos da prefeitura paulistana, o que possibilita uma grande infraestrutura durante todo o trajeto, concluída com a Santa Missa, na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra. De acordo com pesquisa realizada no ano de 2011, pelo instituto Toledo&Associados, mais de 70% das pessoas que participaram da caminhada já alcançaram algum tipo de milagre e graças em suas vidas.
A Caminhada da Ressurreição é pura demonstração de fé e esperança daqueles que lutam pela paz, que desejam uma cidade mais humana, fraterna e que seguem e compartilham o Cristo Ressuscitado.
Assista, aprenda e compartilhe a música tema para entrar no clima. Tá ligado?





Refrão:
Siga (eô eô) e compartilhe (eô eô)
O Cristo Ressuscitado. Tá ligado? (eu tô eu tô)

Prepare o seu coração no canto, na oração
Pois Ele venceu a morte para nos salvar
Jesus é o Caminho, irmão, Verdade e Ressurreição
Declare pra todo mundo que Ele é Vida.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012

Durante essa semana de carnaval, pude curtir a cidade de Campinas na presença de amigos como Kleverson Nunes. Entre prosas, jogos, passeios, gastronomia, o melhor é saborear a amizade e perceber as pessoas que cruzam o nosso caminho e deixam marcas de bem querer. Em uma das noites boêmias, houve a abordagem de uma senhora, vendedora de flores de cabelos compridos, mas que não me recordo do seu nome. Não resisti em dedicar uma rosa a cada um dos meus amigos presentes. Pode parecer delicado e é delicado, mesmo, oferecer flor aos amigos. Estou certo de que esse gesto eternizou-se na mente e no coração de cada um deles. Entretanto, fui surpreendido com um outro gesto: a senhora florista, observando minha atitude para com os amigos, presenteou-me com uma rosa, dizendo que eu merecia recebê-la, gratuitamente, por causa da minha conduta. Sem dúvidas, fiquei muito surpreso e encantado com o reconhecimento e gentileza dessa senhora. Realmente, gentileza gera gentileza!


Minha folia de carnaval não foi composta de fantasias, confetes, serpentinas nem desfile em carros alegóricos. Minha folia foi celebrada com o vigor da amizade, acolhida e gentilezas. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

MINHA COLAÇÃO DE GRAU EM JORNALISMO

15 de fevereiro de 2012 é a data que aconteceu a minha COLAÇÃO DE GRAU em JORNALISMO. Recebi de Rafael De Oliveira Rocha palavras que sintetizam esse momento de concretização: 


"Quando amamos e acreditamos do fundo de nossa alma, em algo, nos sentimos mais fortes que o mundo, e somos tomados de uma serenidade que vem da certeza de que nada poderá vencer a nossa fé. Esta força estranha faz com que sempre tomemos a decisão certa, na hora exata e, quando atingimos nossos objetivos ficamos surpresos com nossa própria capacidade."  (Paulo Coelho)





Que a alegria da formatura, acontecida hoje, fique para sempre em nós e que a felicidade também contagie aqueles que, da nossa profissão, se beneficiarem.


Obrigado, Senhor!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Você

A noite nos presenteia com estrelas
Delas, faço um traço seu
Cujo encontro será teu sorriso
Ao se cruzar com o meu


Você faz sorrir a minh'alma
Sinto que isso é viver
Expressão se perdeu no tempo
Você me faz reviver


Sinto que é bom e novo, saudável, verdadeiro
Sinto que é único, livre, abraça-me por inteiro
Estranho por pensamentos que direcionam a você
Sinto saudades suas, sem explicação do porquê.


Peço-te nos meus versos
Que você esteja afim
Quando ler, mesmo que dispersos
Teus olhos se voltem pra mim


Quero que seja diferente
Quero que seja real
Quero que seja único
Você é especial


Pode até se dizer ser estranho
Não me engano, nem me acanho
Você é assim, vai além
Entregue aos que te querem o bem



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Encontro Paulista de Pesquisadores da Cultura na USP EACH

Nessa semana, passei alguns dias na EACH - Escola de Artes, Ciências e Humanidades - da USP para o I Encontro Paulista de Pesquisadores da Cultura. Abaixo, algumas imagens que registram o meu cotidiano.





O objetivo da mesa da manhã foi abrir diálogo sobre as estruturas de avaliação e financiamento da pesquisa em cultura dentro do meio acadêmico e traçar um panorama dos desafios e particularidades da área.
Em sua fala de abertura, Pablo Ortellado, professor do programa de pós-graduação em Estudos Culturais da EACH, colocou que as estruturas de avaliação e financiamento não compreendem as particularidades e a multidisciplinaridade da pesquisa na área. Esse, inclusive, foi o tema que permeou a fala de todos os palestrantes: a dificuldade de qualificar a CULTURA dentro de uma área ou subárea específica do conhecimento e suas consequências para a obtenção de verbas. Os órgãos oficiais de financiamento não contemplam a área CULTURA.
Norval Baitello Junior, membro da coordenação de área – Ciências Humanas e Sociais – da FAPESP, informou que, dentro do órgão que representa, os projetos inscritos como “multidisciplinares” são avaliados por vários coordenadores de área, que se debruçam sobre o objeto de forma a reconhecer parceiros que comportem as particularidades apresentadas por cada projeto.
A cultura é um campo múltiplo e complexo e essa configuração também dificulta a realização de parcerias. Os pesquisadores se encontram espalhados em diversos departamentos de instituições diferentes, no entanto, trabalhando temas correlatos. A formação de uma rede fortalecida de pesquisadores da CULTURA é um meio de construir uma identidade natural da área.

Estatística do encontro: http://www.pesquisaemcultura.org/wp-content/uploads/2012/02/estatisticos-encontro-pesquisadores-da-cultura.pdf

Fonte: http://www.pesquisaemcultura.org/?p=449 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Whitney Houston deixa saudades

Perdi as contas dos falsetes que já fiz com a canção "I will always love you". Colegas de escola sempre pediam pra cantarolar e demonstrar minha afinação aguda, própria da transição vocal na adolescência. Ou seja, meu registro vocal teve influência musical de Whitney Houston, por um período. Devido a minha memória afetiva, segue um breve tributo a essa artista singular que atingiu tantos corações com sua belíssima voz. Assim como tantos, essa é a minha saudosa homenagem:



Whitney Houston - (Newark, 9 de agosto de 1963 - Los Angeles, 11 de fevereiro de 2012)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Luther Blissett está no I Encontro Paulista de Pesquisadores da Cultura


Eu e alguns colegas formados no curso de jornalismo de 2011 da Universidade Cruzeiro do Sul produzimos, como parte do término de curso, o documentário Luther Blissett: cultura nos extremos de São Paulo. Esse trabalho começa a render frutos. Um deles é o convite para compor o I Encontro Paulista dos Pesquisadores da Cultura que acontece nos dias 9 e 10 de fevereiro, no campus da EACH - Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. O objetivo do encontro é fomentar a troca e trabalhos interdisciplinares evidenciando convergências e oportunidades de colaboração – pesquisadores que se dedicam a temas semelhantes em diferentes instituições e pesquisadores de áreas disciplinares distintas que têm o mesmo objeto. O evento parte da necessidade dos pesquisadores em encontrar interlocução organizada e espaços de interação e troca.

Luther Blissett: cultura nos extremos de São Paulo identifica um novo dado cultural: pessoas da periferia que produzem e consomem sua própria cultura. Na verdade, Luther Blissett é um pseudônimo que se tornou movimento mundial, iniciado nos anos de 1990, para dar voz aos que desejam manifestar. Luther Blissett pode ser um músico, um poeta. Luther Blissett, pode-se dizer, é a voz do povo, é poeta, é manifestação, é visionário. Luther Blissett é todo mundo. O que é cultura? O doc. Luther Blissett encontra algumas respostas num cenário cultural que nasce nos extremos geográficos da cidade de São Paulo. Essa produção é uma realização de Simone Alauk (direção geral), Diego Queiroz (pesquisa), Cayan Fontoura (edição de texto), Alice Furlanetti (assistência de arte) e será representada por mim, André Lossio (reportagem).

Por causa desse registro, que identifica a cultura da periferia paulistana, o trabalho desses novos jornalistas adquire destaque e respeito no cenário acadêmico, principalmente entre os pesquisadores em cultura no Brasil. É possível assistir o trailer pelo site do Youtube como “Luther Blissett documentário”. Se desejar comparecer, a estrutura geral do I Encontro Paulista de Pesquisadores da Cultura é a seguinte:

Dia 09 - Quinta-feira

8:00-10:00 – Inscrições
8:30-10:00 – Mesa de abertura / Os desafios da pesquisa em cultura (Auditório Azul)
10:15-12:00 – Mesas de apresentação de trabalhos (Edifício I1)
12:00-14:00 – Almoço
13:00-14:00 – Apresentação cultural (Saguão Edifício I1)
14:00-15:45 – Mesas de apresentação de trabalhos (Edifício I1)
16:00-17:45 – Mesas de apresentação de trabalhos (Edifício I1)
18:00-19:00 – Apresentação cultural (Auditório Azul)

Dia 10 - Sexta-feira

10:00-12:00 - Mesa: O financiamento e a avaliação da pesquisa em cultura (Auditório Azul)
12:00-14:00 – Almoço
14:00-16:30 – Mesa: A pesquisa em políticas culturais (Auditório Azul)
16:30 – Encerramento e apresentação cultural (Auditório Azul)

A programação detalhada será distribuída no credenciamento e está também disponível no link: http://www.pesquisaemcultura.org/wp-content/uploads/2012/01/programacao-digital-I-encontro-pesquisadores-da-cultura.pdf

O link do documentário Luther Blissett: cultura nos extremos de São Paulo:http://www.youtube.com/watch?v=PeFXZYvGLsA

Assista:

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ESPECIAL PADRE ZEZINHO.mp4 - Transcrição




Foi exaustivo, mas valeu a pena transcrever a entrevista que o meu colega jornalista, Ronaldo da Silva, fez ao Pe. Zezinho no programa da TV Canção Nova "Além da Notícia".

Confira:

Repórter Ronaldo da Silva: a você que acompanha a TV Canção Nova, nossa saudação e feliz ano novo, ainda!
Estamos de volta, direto de Brasília, com mais um Além da Notícia. Aqui, a gente está sempre tratando de temas preciosos, com convidados mais preciosos, ainda. Temas de atualidades importantíssimos. Hoje, trataremos de assuntos diversos, com o convidado muito especial. Sacerdote católico, cantor, pregador e, sobretudo, comunicador nato. Nós vamos conversar com alguém que marcou gerações inteiras do nosso povo brasileiro. Há 45 anos, ele entrou em nossas vidas e, hoje, o meu filinho de apenas 6 anos de idade canta uma de suas canções e pede que eu a repita sempre. “Amar como Jesus amou, cantar como Jesus cantou, falar como Jesus falou.”
Nós vamos conhecer hoje, Padre José Fernandes de Oliveira. O Padre Zezinho. 70 anos.
Mais de 1500 canções compostas, 300 títulos. Seja bem vindo, Pe. Zezinho!



Pe. Zezinho: É bom estar de volta. É bom ver você de novo. É bom estar em Brasília. É bom estar com a Canção Nova. É bom poder falar e conversar sobre temas que são importantes não pra mim, para a Igreja, não pra você, pra Igreja e, portanto, é importante para nós.

Repórter Ronaldo da Silva: eu só quero saudá-lo, aqui, e parabenizá-lo por ter feito parte de nossas vidas. Porque milhões de brasileiros, hoje, talvez o vêem pela primeira vez. Mas milhões de brasileiros já o conhecem há tanto tempo, por tanto tempo, por tanto bem que o senhor tem feito com suas canções que a gente não para de cantar. Com os escritos que a gente gosta de estar sempre lendo. E hoje o senhor está nos trazendo, também, um novo escrito: “De volta ao catolicismo – subsídios para uma catequese de atitudes.” O que o Padre Zezinho está falando hoje, neste livro?

Pe. Zezinho: Olha, significativamente, você disse duas vezes que alguns me verão pela primeira vez. Você sabe que isso não é acaso. É uma opção de vida que tomei quando eu estudava psicologia de massas nos Estados Unidos. Eu não sabia se seria conhecido, se seria famoso ou não. Eu fui aluno do professor Bachero, Dr. Bachero, que era discípulo de imediato de Mc Luhan. E ele chamava atenção nos cursos que frequentei, além de teologia, que a gente tem uma escolha: ou você se entrega totalmente ao marketing, ou você usa o marketing dentro do seu projeto. Então, quando voltei ao Brasil, eu tomei um cuidado muito grande em qualquer que televisão de eu aparecer quando eu quisesse e quando estivesse pronto pra dizer alguma coisa. Só aparecer só por aparecer, pra mim, pareceria holofotite aguda. Por isso que apareço pouco na televisão. Estou muito mais tempo envolvido em projetos como formar cantores, formar jornalistas, formar comunicadores. Faz trinta anos que eu dou aula de comunicação e preparar pessoas para a catequese. Eu mesmo escrevendo os meus livros. São mais de oitenta títulos de livros e esse que você acabou de mostrar “De volta ao catolicismo – subsídios para uma catequese de atitudes.” Mais um outro que já saiu também, que é “Um rosto para Jesus Cristo”, a cristologia, mais um terceiro que será de ecumenismo. É um projeto que durou dezesseis anos para escrever. O que é que eu queria? Mergulhado na pesquisa, nos livros eu queria achar a linguagem. Por isso, até que consagrei naquela canção que pedi a Deus, a graça de poder falar do jeito certo, na hora certa, para a pessoa certa. E a ideia era essa: achar a linguagem, que é a grande tortura das igrejas. Ou você fala demais, ou você fala de menos, ou você exagera nos sentimentos, ou exagera na razão. Esse equilíbrio, esse tempero que é uma graça, que vem do Espírito Santo, foi o que eu busquei. Então, esse livro levou dezesseis anos, os três. Enquanto eu escrevia outros. Por que? Eu queria uma linguagem que, quem não é habituado a ler, quem não tem formação acadêmica e quem não gosta de ler, passando os olhos, ele dissesse: nossa que gostoso! Eu quis escrever um livro gostoso, mas profundo.

Repórter Ronaldo da Silva: pois o senhor está de parabéns. O senhor conseguiu, de uma forma curta, cada tema que o senhor trata aqui. Temas de atualidade que interessa a todos nós, hoje, e temas que a gente não quer parar de ler e conhecer o próximo.

Pe. Zezinho: você, que é jornalista, percebeu logo. Porque o brasileiro não é acostumado a ler mais do que uma página e meia. Ele não aguenta, não está preparado. A escola não ensinou a isso. Agora começa. Então, os livros não são o forte do Brasil. Espero que seja um dia, porque as crianças estão lendo mais. Então, o brasileiro aguenta até uma página, vinte linhas, depois ele se distrai. Então, o que é que eu fiz? Escrevi vinte linhas, vinte e cinco, no máximo. Depois, uma coisa puxa a outra. Tipo novela: amanhã tem mais, como a novela. Então, eu escrevi um livro, estilo novela, mas com um conteúdo denso de catequese. Dá pra ser profundo e acessível.

Repórter Ronaldo da Silva: o senhor conseguiu e tenho certeza que, quem experimentar este livro aqui, não vai querer parar de ler o livro até o final, apesar de ser bem grosso.

Pe. Zezinho: seiscentas páginas. Os três, cada um tem quinhentas e oitenta, seiscentas páginas. Mas essa é a ideia, também. É algo que ele use o ano inteiro, o tempo todo e, quando ele quiser uma referência, ele vai lá e acha.

Repórter Ronaldo da Silva: Padre Zezinho, como é que tem sido a sua vida nesses últimos anos? O que o senhor tem feito? O senhor falou por alto. Exatamente o Padre Zezinho vive onde e o que faz?

Pe. Zezinho: deixa eu brincar, mas é sério o que estou fazendo: estou me preparando pra morrer.

Repórter Ronaldo da Silva: por que?

Pe. Zezinho: mas alguém me diz: como? Eu rezo, todo o dia, a Ave Maria. Rogai por nós pecadores agora, que sou um pecador agora. E eu quero que Maria me ajude a viver agora. E na hora de nossa morte, como eu não sei como é, e no Brasil a expectativa de vida é de setenta e dois, setenta e três... feliz de quem chega aos setenta e oito, oitenta. Quem chega aos setenta, tem mais que ficar curioso o que vai ser o céu. Porque aqui eu já conheço. Não tudo, mas sei das dores, violências, crueldades, roubos, corrupções, maldades. Sei também dos santos, dos bons, dos maravilhosos. Eu não sei o que há depois. Então, Jesus manda a gente viver preparado para a vida pro depois. Como eu estou mais perto do lado de lá do que do lado de cá, nesses últimos anos tenho me dedicado à contemplação, reflexão, estudo, oração e tentar entender isto que já vivi e isto que me será dado viver. E, enquanto isso, vou anotando e colocando a ascese do viver e do morrer e preparar-se para o céu. Porque Jesus Cristo fez kenosis, veio aqui. Agora eu quero ir pra lá. E, para que eu possa ir pra lá, faço bem o que sobrou, desse restinho de tempo que sobrou. Ou seja, de dez a quinze anos. Então eu brinco com as pessoas e elas perguntam “por que”. Gente, eu estou fazendo a coisa mais lógica que um cristão deve fazer: eu to curioso pra saber pra daqui vou estar há dez anos, ou talvez antes, como é a eternidade. Porque aqui eu sei, um pouco, como é. E isso já me ajudou a pensar e vai passar. E olha, eu não para aquele túmulo, não. Vai só o corpo. Eu já terei ido ao céu. Então, eu não vou ser enterrado, vai meu corpo. Eu quero ir bem e essa é a ideia do relacionamento com Deus, com o próximo, sem grandes vaidades, espero que não. E sem grandes ilusões, também espero que não. Quero viver como um rio e estar perto da foz.


Repórter Ronaldo da Silva: agora, quem o conhece, sabe que o senhor não para. Mesmo se preparando pra isso, o senhor não está parado não. Certo?

Pe. Zezinho: não é que o rio anda mais devagar quando chega perto da foz. Ele vai no mesmo ritmo, só que vai mais cheio. Essa é idéia. A gente tem que ir mais pleno e a plenitude você recebe com as leituras, o estudo, a contemplação, os documentos que a igreja vai colocando. Eu só tenho setenta anos, a igreja tem quase dois mil. Então, é claro, que ela tem mais a me dizer. E tudo isso dentro de um contexto. Depois vai saindo em canções. Minhas canções estão cada dia mais contemplativas, políticas, sociais, provocadoras. A vida é uma provocação.

Repórter Ronaldo da Silva: Então, o senhor continua compondo canções, escrevendo pra jornais, escrevendo livros e dando aulas também?

Pe. Zezinho: Eu só dou preleções agora. Eu dei trinta anos de aula. Agora, graças a Deus, a gente precisa renovar a faculdade. E um aluno muito competente pegou o meu lugar. Então, agora eu sou preletor. Eu dou algumas aulas, alguns cursos. Estou ligado à Faculdade Deoniana. Lá está o Padre Joãozinho também. Já não dou mais aula. Agora eu dou preleções. O que me dá mais tempo de pesquisar mais.


Repórter Ronaldo da Silva: e a gente falando desse livro aqui, a gente fala da vida atual. O senhor falou, agora a pouco, de violências, de injustiças, de corrupção. O senhor falou de dores, neste mundo de hoje. Como o Pe. Zezinho faz uma leitura de hoje, do nosso povo de hoje e como nosso povo está vivendo tudo isso e a sua fé?

Pe. Zezinho:
Eu acho que educar é preparar a pessoa para tomar decisões, escolher. Senão não é educação. Acho que educar é educar para a ação, educar para relações e educar para reações. O brasileiro em casa, a maioria deles, na escola, não foi educado para o diálogo. O que seria? A capacidade de preparar e de ponderar suas ações, medir. A capacidade de medir suas relações e a capacidade de medir as suas reações. Quando você não educa uma pessoa pra isso, você não criou um ser humano maduro. Eu ajo e sei porque ajo. Eu tenho relacionamentos, ações constantes e sei porque tenho e com quem, e porque. Não brinco de relações, nem afetivas nem sexuais, nem econômicas, que envolve o outro. Então, eu levo a sério. E reações: não tenho reações inusitadas, explosivas. Eu pondero as minhas reações. Se alguém chegar a isso, ele fez uma ascese da comunicação, que é o título do meu próximo livro. Então eu olho o Brasil de agora e vejo que é um país que não foi muito educado para ponderar. Ele engole qualquer marketing de governo, de igrejas, de comércio, de indústria que ele não está preparado para receber uma comunicação. Ele engole, ele não mastiga, ele não digere. Então, nós precisamos reeducar toda uma geração pra isso. Está aí o Twiter que não me deixa mentir. O twiter é a notícia não digerida, é um arroto. Ele só passa a ser notícia boa se o sujeito, antes de ir para o twiter, pensou naquilo que vai falar. A maioria das pessoas é instintiva, aconteceu e vai pro twiter. Tinha que meditar antes, senão é um arroto. É uma notícia má digerida e já colocada para os outros. Mas como o twiter tomou conta do mundo, isso quer dizer que o mundo não é de meditar no que fala. Não tem antes, é tudo durante e depois. E o depois ele não tá nem aí. Então, virou o mundo do durante. É o que o Jean Baudrillard fala no seu livro “A transparência do mal”, nós criamos nessa era de pós orgia que ele chama, a era da excrescência. Tudo o que eu tenho eu jogo pra fora, jogo pra fora... eu não assimilo primeiro. E então, nós perdemos a capacidade de refletir. E voltamos ao que Pio X, já em 1903 falava, antes do modo próprio, que as pessoas repetem frases e áreas e óperas, mas não entendem o que está fazendo. Criticava uma liturgia apressada que já se fazia na época. E naquela mesma época, em 1908, o Chesterton (G.K. Chesterton), no livro “Ortodoxia” dizia que o mundo estava praticando araquiria, o suicídio do pensamento. As pessoas não pensavam. Elas simplesmente reagiam e, por isso, não interagiam. É a sociedade de hoje. A mídia dominou, está a serviço do comércio, está a serviço do deus mercado, está a serviço da indústria, dos governos e das religiões, mas não está a serviço do indivíduo.

Repórter Ronaldo da Silva: deixa eu entrar, agora, num desafio enorme que é, pra nós igreja, que só agora no seu livro, também. A igreja está sabendo se comunicar com este mundo, sabendo usar a linguagem para ser entendida nesse mundo? Porque o que a gente tem percebido, lamentavelmente, é que a voz da Igreja tem sido rejeitada.

Pe. Zezinho:
Os documentos são bons. São especialistas que escrevem. Então, se você lê desde Medelin, Puebla, Santo Domingo, Aparecida você tem documentos precisos, escritos por gente inteligentíssima e acadêmica. O conteúdo é bom. Também, desde o Vaticano II, você pode começar com o Gaudium et Spes, Optatam Totius... é profundo isso. Não tem o que tirar nem por ali. Então, a igreja escreve bem e medita bem. Mas na hora de chegar ao povo não chega. Porque aquele que deveria levar ao povo, e você é jornalista sabe, seja o leigo ou o padre, ele não passa a doutrina e o pensar da Igreja. Trunca-se, no caminho, e a pessoa não recebe o que é pra receber. Nós não divulgamos. Às vezes, o padre divulga o livro dele exaustivamente, a canção dele exaustivamente e não tem tempo de falar com o Papa, que é o maior catequista nosso e que é o nosso porta voz, acabou de escrever uma trilogia: escreveu “Sal da Terra”, o outro não foi traduzido ainda, “Dio e IL Mondo”, e o terceiro, “Luz do Mundo”. Mas catequeses sólidas, profundas. O povo não sabe que existe porque o padre está muito preocupados em mostrar o próprio livro, o próprio cd e esquecem de mostrar o que os catequistas maiores estão dizendo, e os teólogos. Então, não chegam ao povo. Em outras palavras, a igreja é bem pensada, mas é mal divulgada.

Repórter Ronaldo da Silva: esta falha na comunicação é grave nos tempos de hoje. Porque nós temos um mundo que necessita ouvir uma boa comunicação daquilo que precisa chegar até ele.

Pe. Zezinho: é como se a pizza saísse boa, saborosa, rica de conteúdo do forno e, na hora da entrega, o entregador de pizza acrescentasse os seus sabores e entrega uma pizza deturpada. O entregador de pizza tem que entregar, aquela pizza, quando saiu do forno. E hoje estão interferindo tanto, por isso meu segundo livro “Um rosto para Jesus Cristo” tem lá o Corcovado pichado na capa. Quer dizer, qual é o rosto de Jesus Cristo? Foi tão pichado pelos pregadores das mais diversas igrejas, que você já não sabe quem era Jesus. Você sabe o Jesus de tal e tal igreja, de tal e tal pregador, de tal e tal padre. Mas o Jesus histórico? Onde é que Ele está? Não chegou ao povo. Quem era Jesus, de fato? E as conclusões sobre Jesus, também?
Então, eu brinco também, eu costumo brincar, mas é a pura verdade e acho que qualquer um assina embaixo: o problema não são as escrituras, são as leituras.

Repórter Ronaldo da Silva: Pe. Zezinho, o que pode salvar este nosso mundo com tanta gente desacreditada nele, pela violência que tem visto, pela corrupção que tem visto, pelo rumo das famílias que tem visto? O que pode salvar este nosso mundo? E como?

Pe. Zezinho: a ascese do pensar. Quem pensa mais, provavelmente, quando tomar decisões, toma decisões mais corretas. O instintivo, tanto na vida, no sexo, no trabalho, no dinheiro, no casamento, instintivo na fé, ele não pensa. Ele faz porque estão dizendo pra fazer, é a onda do momento, ele é surfista da última onda. Então, ele não vai mudar nada. Mas aquele que pensa, ele vai e ele vai fundo, e ele cria pensamento. Porque o pensamento não é como a água. Ele reproduz. Mas já, o outro, o instinto, ele não reproduz. Aquilo pra ele é instantâneo, é imediatista. Então, quem pensa, não é imediatista. E o reino de Deus não é imediatista. Ele é fruto de quem pensa.
No caminho, eu estava dizendo, quando vinha pra cá, estava dizendo para o Adécio: houve um tempo na minha vida que eu escolhi ser pensador. Eu gostava de Pascal (Blaise Pascal), o Descartes (René Decartes), fui introduzido a pensadores e sou apaixonados por livros. E aí eu brinquei, mas na verdade é o que eu faço: eu tinha uma escolha entre plantar repolhos, que você colhe dentro de algumas semanas, e plantar mangueiras e abacateiros, que demoram mas, quando colhe, colhe em grande quantidade e dá por cinquenta anos. Eu resolvi plantar abacateiros e mangueiras. O repolho eu deixei pra quem queria resultado na próxima estação. A mídia faz isso. Ela te convida e diz assim: se você plantar repolhos, daqui a algumas semanas, você vai ter um caminhão de repolhos, mas apodrece depressa e tem que vender logo. Ao passo que o outro demora, mas aí você pode colhendo aos poucos. Eu sou, eu quero ser plantador de abacate, plantador de mangueira, que demora pra colher, mas depois dura. E repolho eu prefiro não plantar. É efêmero. Se alguém fazer, tudo bem. Há outros que fazem. Então eu não preciso fazer. Eu não tenho uma comunicação imediatista.

Repórter Ronaldo da Silva: o que está acontecendo com os nossos católicos? Temos muitos bons católicos, mas nós temos uma grande quantidade de católicos que não estão assimilando a sua fé. Que apenas dizem ser, mas não a praticam, estão em desacordo com a sua igreja. Que processo é esse?

Pe. Zezinho: começa com as lideranças. O povo é o resultado das suas lideranças. Se os bispos não são corajosos, fortes e não tomam posição, depois de um tempo, o povo também não toma. Se os padres não são corajosos e fortes, e não tomam posição, o povo também não toma. Se a notícia e a fala do Papa não chega ao povo, o povo não sabe o que é ser católico. Se os documentos não chegam ao povo... quantos leram o último documento de Aparecida? Você é jornalista. Deveria faze uma pesquisa. De cada mil católicos, aqui em Brasília, quantos leram o documento de Aparecida? Diante de tanto, tem a opinião de todos os bispos da América Latina e do Caribe. E ele não sabe? Foi em 2007. Então, alguma coisa está errada porque nós não estamos ajudando o povo a refletir. Então o problema começa conosco. Além do que é a questão da fidelidade. O que tem de padre que escolheu o projeto pessoal, disse que o antigo inimigo da igreja era o PT (Partido dos Trabalhadores). Tudo o que era padre que saía era pra entrar no PT. Como o PT mostrou outro lado, não muito virgem de pureza, muitos se decepcionaram. Então, agora tem muito por causa do PP – Projeto Pessoal. Não estão querendo aceitar o projeto da Igreja. Cada um inventa o seu. E não há aquela unidade de trabalhar todos juntos por uma causa. Não há renúncia e ascese suficiente de dizer: o meu projeto não é importante, é o da diocese que é. É o da congregação que é. É o da Igreja. Eu não tenho projeto pessoal. Não vou criar nada mais novo. Eu tenho que ser muito profeta para criar alguma coisa nova. Eu não sou esse profeta. Se a pessoa acha que é, tudo bem. Nunca criei nada novo. Eu criei o novo dentro do novo. E é essa a idéia. A Igreja já tem, a congregação já tem. Eu quero oferecer uma renovação dentro do que já existe. Então, eu não criei as minhas comunidades. As que existem eu quero ajudá-las.

Repórter Ronaldo da Silva: imagino que tem muita gente, agora em casa, querendo ouvir o Padre Zezinho falar sobre isso: as nossas famílias estão sendo muito agredidas. Muitos matrimônios têm sido desfeitos. Muitos filhos têm sofrido com isso. Que leitura o Padre Zezinho faz desses fatos?

Pe. Zezinho: que é intencional. No tempo de Pio IX, 1870, o laicismo tinha tomado conta da Europa. A partir de 1848, manifesto comunista, e com os vários pensadores e as várias correntes de pensamento. Desde o marxismo que nascia, o capitalismo que nascia e até a correntes de pensamento de alma que, com Freud (Sigmund Freud), começava a vir a psicologia. Tudo foi naquela época e houve um distanciamento da sociedade pensadora da Igreja. Além do que, a Igreja perdeu os estados pontifícios e ficou reclusa no Vaticano com Pio IX e ele ficou em autodefesa. Depois veio Bento XV, que abriu a Igreja para o diálogo. Disse: não podemos ficar prisioneiros no Vaticano. Vamos vencer pelo pensamento, já que não temos mais nada do Estado. Aí veio um excelente, pena que ele é tão pouco lembrado. O Pio XI, que era um estadista de marca maior, advogado, preparado, e ele dialogou com o mundo inteiro. Tanto quando ele morreu, foi uma verdadeira apoteose, como foi com João Paulo II. Este homem quer diálogo! Veio gente inimiga pra vê-lo. Em 1939, se eu não me engano. Não é? Então a igreja, nesse período todo, teve que apresentar sua voz, o seu diálogo, porque ela entendeu que ela era uma das muitas. O laicismo tinha tomado conta de todos os países e o ateísmo em muitos outros. Aí, hoje, o quadro é o mesmo. A maioria dos governantes, hoje, são ateus. Ou o sistema que eles defendem é ateu. Eles toleram a religião, mas eles não são mais ligados à religião. A religião, se quiser sobreviver, tem que ser ligada a eles. Mas eles não dependem de nós. Se quiserem nos peitar, eles nos peitam. Eles têm a economia, o mercado e a mídia na mão. Então a Igreja vai ter que descobrir um jeito de chegar aos corações que, esse, o Estado não tem e nunca vai ter. O laicista, o materialista, nunca vai ter o coração do povo. Vai ter estômago do povo e vai ter um interesse imediatista do povo. Mas o coração não. Isso a Igreja pode ter. Este não é do povo, não é do governo e não é dos poderosos. Então, a Igreja vai ter que trabalhar os corações. Aí é que eu vejo um lugar para a Igreja. Que ela seja capaz de empolgar as pessoas pela gentileza, pela civilização do amor, e ela fala muito disso. Não é? E seja capaz de criar uma civilização da solidariedade. Porque o comunismo não deu certo, o capitalismo não deu certo, o liberalismo econômico, que já foi condenado por Pio XI. Os dois: o comunismo, o liberalismo. Dizendo que a solução era um solidarismo. A Igreja está começando a vencer porque eles todos eles estão vendo o fracasso. O capitalismo já fracassou em três, quatro anos. Foi o euro, na Europa, foram os americanos. Viram que não é tão duradouro como parecem. É um gato de sete fôlegos. Vai sobreviver, mas muito machucado. O comunismo está todo dilacerado. Quem sabe seja a hora, no mundo, pra um sistema humano, dê o nome que dê, com menos ditaduras e mais democracias? Está aí a Igreja que pode ajudar. Ela é mais democrática do que a maioria desses governos.

Repórter Ronaldo da Silva: o senhor percebeu que o nosso programa passou tão rápido? Nós temos um minuto e eu gostaria de pedir ao senhor uma palavra às nossas famílias. O que cabe a elas, nesse contexto todo, que acaba de nos apresentar?

Pe. Zezinho: sejam iluminadas e iluminadoras, perdoadas e perdoadoras, abençoadas e abençoadoras. Sejam como lua, que não tem luz própria, mas toda a noite passa pela Terra a luz que o sol lhe dá. Sejam como vela, que vai se derretendo, mas não perde a luz. Não percam a luz. Pais, não percam a autoridade. Católicos, não percam a capacidade de pensar, porque, senão, o nosso catolicismo acaba. Católicos pensadores, mais razão, menos emoção. Um pouco de emoção, sim. Muita razão. Aí podemos, quem sabe, modificar esse país. Porque o Brasil, hoje, é um país instintivo que raciocina pouco. Que os católicos, ao menos, aprendam isso. Porque esse é legado que a Igreja Católica pode dar ao mundo.

Repórter Ronaldo da Silva: Obrigado, Padre Zezinho, por todo o bem que senhor já nos fez, essas últimas décadas que o senhor esteve conosco, que continua conosco. Que Deus lhe dê muita vida, ainda, pra continuar fazendo tão bem essa missão e feliz 2012.

Pe. Zezinho: que vocês continuem com esse jornalismo bonito. Fiquem com Deus. E Deus nos abençoe!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O presente


O melhor momento da nossa vida é o presente, pois nele se pode eternizar o passado e esperançar o futuro. André Lossio

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Documentário Luther Blissett está no Repertório Criativo

Fiquei muito muito contente quando soube que o documentário em que fiz a reportagem foi indicado no site Repertório Criativo. Luther Blissett: cultura nos extremos de São Paulo é resultado de muito esforço entre eu, que fiz a reportagem, e meus colegas comunicólogos, Simone Alauk (Direção Geral), Diego Queiroz (Pesquisa), Cayan Fontoura (Edição de Texto) e Alice Furlanetti (Assistência de Arte). Confira a publicação: 


http://www.repertoriocriativo.com.br/2012/01/13/video/luther-blissett-cultura-nos-extremos-de-sao-paulo
Além de um espaço para inspiração, o Repertório Criativo é um espaço para que os leitores possam manifestar seus trabalhos. Esperamos, de alguma forma, contribuir com a divulgação desses trabalhos que são frutos de muito suor e muita referência.
O último trabalho de leitores do blog que foi postado aqui, foi o vídeo Bike não suja tanto. O trabalho desta vez é um documentário criado por André Lossio chamadoLuther Blissett: cultura nos extremos de São Paulo. O documentário  identifica, positivamente, um novo dado cultural: pessoas da periferia que produzem e consomem sua própria cultura.
Importante ainda observar que eles não dependem de assistência do poder público. Luther Blissett é um movimento mundial, iniciado nos anos de 1990, para dar voz aos anônimos que querem se manifestar. Luther Blissett pode ser um músico, um poeta. Luther Blissett é a voz do povo. É poeta. É manifestação. É visionário. Luther Blissett é todo mundo. O que é cultura? Luther Blissett encontra o cenáro cultural que nasce nos extremos da cidade de São Paulo.



http://www.repertoriocriativo.com.br/2012/01/13/video/luther-blissett-cultura-nos-extremos-de-sao-paulo 

sábado, 7 de janeiro de 2012

"Balança Nois" grava DVD em São Paulo


Neste sábado, 7 de Janeiro, um novo balanço do forró entra em cena nas noites da cidade de São Paulo. É a banda “Balança Nóis”, que está nos preparativos para a gravação do DVD  de divulgação que será apresentado, ao vivo, na casa de shows Tropical Dance, que fica em Pinheiros, um reduto bem conhecido por quem aprecia o forró. O forró “Balança Nóis” conta com uma mega estrutura. Além dos músicos, bailarinas e técnicos, o público pode apreciar efeitos visuais através de aparatos tecnológicos de última geração. Ou seja, um conceito que geralmente não se aplica em DVDs voltados, especificamente, para divulgação.
Esse novo balanço é abrilhantado por um trio de vocais: Fábio Piu-Piu, Nando Silva e Rafaela Alves. “Com esse novo trabalho, queremos ganhar não apenas os palcos da cidade paulistana, que é extremamente importante, porque a gente tem se preparado muito artisticamente, há um bom tempo. E, aos risos, acrescentam: “o céu é o limite.”
Para os que curtem um bom forró, o show acontece no Tropical Dance, na Rua Butantã, 336 – Pinheiros. Os ingressos poderão ser adquiridos na bilheteria do local e custam R$20,00. Além da gravação do DVD de divulgação, o forró “Balança Nóis” vai sortear uma moto zero quilômetro para o público.
Para maiores informações, acesse o site www.forrobalancanois.com.br.
Por André Lossio -

sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL! Sixpence None The Richer - Angels We Have Heard On High [Official Music ...

O afeto é o que nos une. Por isso, passo aqui só pra deixar uma mensagem musical. Dedico essa graciosa canção aos que têm o dom de amar e perdoar. FELIZ NATAL!



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CARTÃO DE NATAL ALPHA FM - "LEVA"

Essa é para quem curte MPB pelas ondas da Alpha FM. Extremo bom gosto musical de natal!

Prece de aniversário

Qual gesto é mais valoroso e comparável ao da generosidade?
Hoje completo mais um ano de vida e observo a bondade de Deus em minha vida. 
Não tenho tudo o que quero mas tenho tudo o que preciso: o dom da vida.
Quanto mais somos gratos ao Criador, mais Ele quer nos agraciar. 
Sabe o que mais quero como presente de aniversário dos meus amigos? Ser colocado em alguns instantes de suas preces. O tempo de meditação elevará o bem querer ao mais alto céu.   

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Trailer - Luther Blissett - Cultura nos Extremos de São Paulo

Do rascunho ao documentário
De um rascunho, feito num guardanapo de papel de um restaurante, houve a concepção de um documentário. Isso mesmo, a ideia surgiu num mísero rabisco feito em um guardanapo com os meus colegas comunicólogos, Simone Alauk e Cayan Fontoura.
Depois de diversas orientações com a professora Regina Tavares, tivemos uma força tarefa: viajar pelos quatro extremos geográficos da cidade de São Paulo. No começo, o tema era a abordar sobre o movimento de contracultura. Depois, o tema foi repensado sobre manifestações culturais, mas logo transformou-se no que hoje é o “Luther Blissett: cultura nos extremos de São Paulo”, sob a orientação do professor Carlos Monteiro. Luther Blissett é um pseudônimo que tornou-se um movimento dos anos de 1990 para dar voz a escritores, músicos, poetas e tantas outras pessoas anônimas ativistas e produtoras culturais.
De lá pra cá, muitas coisas aconteceram. O nosso colega Rafael Silvério era um membro da nossa equipe, entretanto, não quis dar continuidade no curso de jornalismo, justamente no penúltimo semestre acadêmico. Porém, tivemos o grato reforço do Diego Queiroz para a nossa empreitada.
É indescritível minha experiência como repórter do documentário pois, a cada lugar do extremo da cidade onde consegui chegar, percebi o quanto a cidade é rica de pessoas entusiasmadas, com possibilidade de mudar suas vidas através da cultura, na soma do melhor de cada um. Dias chuvosos, frios, calmos, movimentados... seja qual tenha sido a circunstância, o melhor foi descobrir que existe vida inteligente nas periferias da cidade. Conversar com especialistas ou agentes culturais, cada um com sua própria identidade.
Foram diversos tipos de locomoção: carro, ônibus, metrô, trem, barco. São Paulo tem muito a ser desvendada. Foram cansativas as gravações? De verdade, respondo que me revigorou. Um aprendizado maior por saber que cultura só é cultura quando tem a presença do ser humano.
Assista o teaser do nosso documentário e a ousadia desse nosso trabalho:


Luther Blissett é a voz do povo. Luther Blissett é poeta. Luther Blissett é manifestação. Luther Blissett é visionário. Luther Blissett é todo mundo. O que é cultura? Luther Blissett encontra o cenáro cultural que nasce nos extremos da cidade de São Paulo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Jardim de Bem Querer

Não sei o que fazem outros amigos, mas resolvi trazer, ao seu olhar, minhas palavras. Apenas palavras a cultivar nosso jardim de bem querer. Posso estar distante, porém os jasmins de encanto, lírios de afeto e as rosas de amizade não podem ficar sem esse nosso regar.
Concorda?