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quinta-feira, 25 de julho de 2024

25 de julho - Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha






A população negra no Brasil e na América Latina representa a maioria, porém é a mais afetada pela pobreza. Mulheres negras se uniram em 1992 para combater a desigualdade e violência, resultando na criação da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas. Em parceria com a ONU, conquistaram o reconhecimento do dia 25 de julho como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha. Essa data é um momento de reflexão e fortalecimento das organizações que lutam pelos direitos das mulheres negras. No Brasil, em 2014, foi instituído o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra para homenagear a resistência e liderança na luta contra a escravidão.



Para refletir com maior profundidade, tive a oportunidade de entrevistar a Ingrid Cassimiro e a Samara Maranhão. Duas mulheres negras atuantes no território do Itaim Paulista, bairro periférico da zona leste da cidade de São Paulo.


INGRID CASSIMIRO APOLINÁRIO

Advogada e interlocutora da saúde da população negra da Supervisão Técnica de Saúde Itaim Paulista, Ingrid ressaltou a necessidade de reconhecer as desigualdades estruturais enfrentadas pelas mulheres negras, como disparidades salariais, acesso precário à saúde e altos índices de violência. A referência a figuras históricas como Teresa de Benguela nos lembra da força e da resistência dessas guerreiras, que inspiram a busca por justiça e equidade. 

Ingrid disse o quanto é fundamental que a sociedade valorize, cuide e respeite as mulheres negras, implementando políticas públicas eficazes que atendam às suas demandas e garantam seus direitos. Este dia é de celebração pelas conquistas alcançadas, mas também de reflexão sobre os desafios persistentes que exigem nossa atenção e comprometimento. Que a voz das mulheres negras seja cada vez mais ouvida e que a igualdade se torne uma realidade concreta para todas. 


André Lossio: Ingrid, conta pra gente o que o dia 25 de julho representa para você? Ingrid Cassimiro: "A importância da data de hoje representa a luta das mulheres negras. Infelizmente as mulheres negras ainda estão aí abaixo, na base dessa pirâmide. Mulheres negras ainda ganham menos do que as mulheres brancas, inclusive, menos do que os homens e eu não preciso nem dizer. Não é? A gente tem o estigma e estereótipo de que a mulher negra é forte e suporta tudo, e vem carregando toda uma sociedade aí a duras penas. É a mulher negra que, no hospital, diminui a anestesia porque ela é tida como forte. O índice de mortalidade materna com as mulheres negras é um número muito alto, o índice de violência com as mulheres negras também. Infelizmente a gente ainda tem muito para lutar. Então, a importância desse dia está aí. Teresa de Benguela também se comemora no dia 25 de julho. A gente tem sempre essa consciência de que os nossos passos eles vêm de longe, vêm de mulheres que já travaram tantas lutas, nos ensinam que a gente é forte. A gente também precisa ser cuidada, a gente também precisa ser respeitada, valorizada, a gente precisa de igualdade, a gente precisa preservar todos os nossos direitos. Hoje é um dia em que a gente tem um pouco a comemorar, mas ainda tem muito a lutar. Temos, no Brasil, o grande número de mulheres negras e é bom ter esse dia para se retratar e construir políticas públicas voltadas a essa população que precisa muito. Esse é um grande dia para mim."


SAMARA MARANHÃO


Reforçar a identidade, honrar os ancestrais e inspirar as futuras gerações de mulheres negras. Esses foram os destaque dados por Samara Maranhão, tecnóloga ambiental e supervisora de habitação da Subprefeitura Itaim Paulista, destacou a relevância de celebrar essa data para promover o reconhecimento da importância das mulheres negras na história, na sociedade e para inspirar orgulho em ser quem são. Sua fala ressalta a força, inteligência e conquistas das mulheres negras, enfatizando a necessidade de valorização e respeito. 


André Lossio: Samara, na sua visão, qual é o valor do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha? 

Samara Maranhão: "Eu vejo a importância no sentido de ser uma data que reforça a identidade da mulher negra e caribenha, que ficou muito tempo esquecida pela história. Vejo valor em que a gente honra os nossos ancestrais por tudo que eles sofreram, para que a gente chegasse hoje e tivesse esse reconhecimento. Também enxergo o emprego para o futuro, de terem mulheres como eu, de ter crianças admirando mulheres como eu, não só em beleza, mas em tudo o que é força, inteligência, capacidade, conquistas. E isso é importante através da ancestralidade e o futuro é outras crianças negras poderem sentir orgulho, de serem mulheres, de serem negras, valorizar quem nós somos. Primeiro começar por nós e reconhecimento da sociedade, através dessa data. Então, é muito significativo ter esse dia."


Com as falas da Ingrid e da Samara, o dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher-Negra, Latina-Americana e Caribenha, nos faz pensar como uma data de extrema importância, a fim de destacar a luta contínua das mulheres negras por igualdade e respeito. Que essa celebração continue impulsionando o empenho por igualdade e justiça, para que todas as mulheres negras se sintam representadas e valorizadas. 


O som que soa do mar



O som que soa do mar ecoa meu bem querer 

O vento sopra e me traz teu cheiro de entontecer

A cada verso de cá tem algo pra lhe dizer

Atinge o lado onde está teu coração, pra valer.

André Lossio

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Amargou? Adoce!

O poder de encontrar o lado positivo nas situações amargas.


"Amargou? Adoce." Uma frase simples, mas cheia de significado. Essas palavras nos lembram da importância de transformar situações amargas em algo mais doce, de encontrar o lado positivo mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

Quando a vida nos apresenta desafios ou momentos amargos, é fácil se deixar levar pela negatividade e pela tristeza. No entanto, a capacidade de adoçar essas situações está em nossas mãos. Podemos escolher ver além da amargura, buscar lições, crescimento e oportunidades de transformação.

Adoçar não significa ignorar a dor ou os desafios, mas sim trazer uma perspectiva mais gentil para lidar com eles. É encontrar pequenos momentos de alegria, gratidão e esperança mesmo nos momentos mais difíceis.

Como você interpreta essa frase em sua própria vida? Em que situações você poderia aplicar esse conceito de adoçar o amargo? Talvez seja na forma como você lida com adversidades, como se relaciona com os outros ou como encara seus próprios pensamentos e emoções. Refletir sobre como você pode trazer mais doçura para as áreas da sua vida que parecem amargas pode ser um passo importante em direção ao crescimento pessoal e à resiliência emocional.